TEMA: Relações Socioeconômicas China e Brasil
Nossa aula foi:
8ºA,
8ºB,
EIXO TEMÁTICO
Conexões e escalas
HABILIDADES
(EF08GE08-A) Compreender
a importância da posição geopolítica do Brasil para as Américas e para a
África, do pós-guerra ao contexto atual.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Corporações e organismos
internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial:
CONTEÚDO
EUA, China e Brasil –
relações socioeconômicas
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é explorar alguns aspectos das relações
socioeconômicas entre a China e o Brasil.
Para tanto, nos serviremos de aula expositiva com base em leitura e
interpretação de texto em que observaremos questões como a economia brasileira,
a crise internacional de 2009 e as políticas internacionais de crescimento pós
crise.
Inicialmente, realizaremos a leitura e o destacamento de pontos
relevantes para a compreensão da situação econômica no contexto da crise
internacional de 2009.
Na retomada da aula, conduziremos uma atividade para fixação do conteúdo
sobre o contexto das relações econômicas entre China e Brasil.
MATERIAL:
Material Seduc 2º Corte, Aula 10.
1. A economia
brasileira experimentou nos últimos anos um período extraordinário crescimento
de suas exportações, impulsionado pelo cenário internacional extremamente
favorável entre 2003 e 2008. Além do aumento da demanda de várias commodities
agrícolas e minerais, estimulado pelo vigoroso crescimento da China, a elevação
dos preços internacionais desses importantes produtos na pauta de exportações
brasileiras também exerceu impactos positivos. Enquanto no período 1990-2002 a
taxa média de crescimento anual das exportações brasileiras foi de 5,6%, entre
2003 e 2008 essa taxa elevou-se para 22%. O volume recorde de mais de US$ 190
bilhões atingido pelas exportações em 2008 superou em cerca de US$ 120 bilhões
as exportações de 2003, resultando em reservas elevadas e em redução da
vulnerabilidade externa, abrindo caminho para condições macroeconômicas mais
favoráveis para a retomada de uma trajetória de maior crescimento. Os efeitos
da crise internacional, porém, provocaram uma queda importante das exportações brasileiras
em 2009, mas a recuperação ocorrida em 2010 e 2011 levou o país a um novo
recorde de exportações. As importações, por sua vez, também tiveram um
crescimento expressivo, em especial em 2007 e 2008, quando o crescimento do
mercado interno brasileiro e a valorização cambial fizeram com que a absorção
de importações crescesse a um ritmo mais acelerado que o crescimento das
exportações.
2. A crise
internacional interrompeu momentaneamente este processo, mas é possível
observar uma trajetória de retomada a partir de 2010. Interessante notar que,
quando se analisa o desempenho geral do comércio exterior brasileiro, é
possível notar a influência direta e indireta do crescimento chinês, tanto nos
fluxos de exportação como nos fluxos de importação. No caso das exportações, o
efeito do crescimento chinês provocou tanto um aumento das quantidades
exportadas quanto nos preços das exportações de um grande conjunto de
commodities exportadas, não apenas pelo Brasil, mas para vários países da
América Latina. Indiretamente, o acúmulo de reservas resultante do boom de
exportações possibilitou, por um lado, a adoção de políticas econômicas mais
favoráveis ao crescimento econômico, como a expansão do crédito e a redução dos
juros básicos, embora esta última variável tenha se mantido ainda em patamar
bastante superior aos níveis internacionais.
3. Por outro lado, o
próprio crescimento das exportações e a entrada de capitais, seja de
investimentos de portfólio atraídos pelo diferencial de juros, seja de
investimentos diretos do tipo market seeking, atraídos pelo mercado interno em
expansão, ou do tipo resource seeking, voltado para explorar as condições
favoráveis de produção de commodities, resultaram em um processo de valorização
cambial, em especial a partir de 2004. A combinação de mercado interno aquecido
com câmbio valorizado, por sua vez, estimulou o crescimento das importações, em
especial de produtos manufaturados. No período pós-crise, as políticas de
recuperação dos países centrais voltaram a aumentar a liquidez internacional,
pressionando ainda mais a valorização da moeda brasileira. Dessa forma, em 2010
e 2011, a recuperação da economia brasileira foi marcada pelo aumento das
importações. As relações bilaterais de comércio do Brasil com a China devem
ser, portanto, analisadas dentro deste contexto. Do ponto de vista das
exportações, predomina o efeito
favorável das quantidades e dos termos de troca sobre as commodities. Por
conseguinte, nas importações, verifica-se um crescimento intenso das
importações de produtos manufaturados, com uma competição crescente no mercado
brasileiro de produtos originários da China, tanto com produtos originários de
outros países quanto com as manufaturas produzidas localmente.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno de
pontos relevantes que levam a compreender as relações socioeconômicas entre China
e Brasil.
Resolução de atividades discursivas
e objetivas com devolutiva imediata.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Registro no caderno de
pontos relevantes que levam a compreender as relações socioeconômicas entre China
e Brasil.
Resolução de atividades discursivas
e objetivas com devolutiva imediata.
CLIQUE AQUI para
responder as questões dessa aula sobre o parágrafo 1.
CLIQUE AQUI para
responder as questões dessa aula sobre o parágrafo 2.
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responder as questões dessa aula sobre o parágrafo 3.