Aula 95 Relações Socioeconômicas China e Brasil

TEMA: Relações Socioeconômicas China e Brasil

Nossa aula foi:

8ºA, terça-feira, 13 de agosto de 2024.

8ºB, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

EIXO TEMÁTICO

Conexões e escalas

 

HABILIDADES

(EF08GE08-A) Compreender a importância da posição geopolítica do Brasil para as Américas e para a África, do pós-guerra ao contexto atual.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial:

 

CONTEÚDO

EUA, China e Brasil – relações socioeconômicas

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é explorar alguns aspectos das relações socioeconômicas entre a China e o Brasil.

Para tanto, nos serviremos de aula expositiva com base em leitura e interpretação de texto em que observaremos questões como a economia brasileira, a crise internacional de 2009 e as políticas internacionais de crescimento pós crise.

Inicialmente, realizaremos a leitura e o destacamento de pontos relevantes para a compreensão da situação econômica no contexto da crise internacional de 2009.

Na retomada da aula, conduziremos uma atividade para fixação do conteúdo sobre o contexto das relações econômicas entre China e Brasil.

 

MATERIAL:

Material Seduc 2º Corte, Aula 10.

 

1. A economia brasileira experimentou nos últimos anos um período extraordinário crescimento de suas exportações, impulsionado pelo cenário internacional extremamente favorável entre 2003 e 2008. Além do aumento da demanda de várias commodities agrícolas e minerais, estimulado pelo vigoroso crescimento da China, a elevação dos preços internacionais desses importantes produtos na pauta de exportações brasileiras também exerceu impactos positivos. Enquanto no período 1990-2002 a taxa média de crescimento anual das exportações brasileiras foi de 5,6%, entre 2003 e 2008 essa taxa elevou-se para 22%. O volume recorde de mais de US$ 190 bilhões atingido pelas exportações em 2008 superou em cerca de US$ 120 bilhões as exportações de 2003, resultando em reservas elevadas e em redução da vulnerabilidade externa, abrindo caminho para condições macroeconômicas mais favoráveis para a retomada de uma trajetória de maior crescimento. Os efeitos da crise internacional, porém, provocaram uma queda importante das exportações brasileiras em 2009, mas a recuperação ocorrida em 2010 e 2011 levou o país a um novo recorde de exportações. As importações, por sua vez, também tiveram um crescimento expressivo, em especial em 2007 e 2008, quando o crescimento do mercado interno brasileiro e a valorização cambial fizeram com que a absorção de importações crescesse a um ritmo mais acelerado que o crescimento das exportações.

2. A crise internacional interrompeu momentaneamente este processo, mas é possível observar uma trajetória de retomada a partir de 2010. Interessante notar que, quando se analisa o desempenho geral do comércio exterior brasileiro, é possível notar a influência direta e indireta do crescimento chinês, tanto nos fluxos de exportação como nos fluxos de importação. No caso das exportações, o efeito do crescimento chinês provocou tanto um aumento das quantidades exportadas quanto nos preços das exportações de um grande conjunto de commodities exportadas, não apenas pelo Brasil, mas para vários países da América Latina. Indiretamente, o acúmulo de reservas resultante do boom de exportações possibilitou, por um lado, a adoção de políticas econômicas mais favoráveis ao crescimento econômico, como a expansão do crédito e a redução dos juros básicos, embora esta última variável tenha se mantido ainda em patamar bastante superior aos níveis internacionais.

3. Por outro lado, o próprio crescimento das exportações e a entrada de capitais, seja de investimentos de portfólio atraídos pelo diferencial de juros, seja de investimentos diretos do tipo market seeking, atraídos pelo mercado interno em expansão, ou do tipo resource seeking, voltado para explorar as condições favoráveis de produção de commodities, resultaram em um processo de valorização cambial, em especial a partir de 2004. A combinação de mercado interno aquecido com câmbio valorizado, por sua vez, estimulou o crescimento das importações, em especial de produtos manufaturados. No período pós-crise, as políticas de recuperação dos países centrais voltaram a aumentar a liquidez internacional, pressionando ainda mais a valorização da moeda brasileira. Dessa forma, em 2010 e 2011, a recuperação da economia brasileira foi marcada pelo aumento das importações. As relações bilaterais de comércio do Brasil com a China devem ser, portanto, analisadas dentro deste contexto. Do ponto de vista das exportações, predomina   o efeito favorável das quantidades e dos termos de troca sobre as commodities. Por conseguinte, nas importações, verifica-se um crescimento intenso das importações de produtos manufaturados, com uma competição crescente no mercado brasileiro de produtos originários da China, tanto com produtos originários de outros países quanto com as manufaturas produzidas localmente.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno de pontos relevantes que levam a compreender as relações socioeconômicas entre China e Brasil.

Resolução de atividades discursivas e objetivas com devolutiva imediata.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Registro no caderno de pontos relevantes que levam a compreender as relações socioeconômicas entre China e Brasil.

Resolução de atividades discursivas e objetivas com devolutiva imediata.

CLIQUE AQUI para responder as questões dessa aula sobre o parágrafo 1.

CLIQUE AQUI para responder as questões dessa aula sobre o parágrafo 2.

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