TEMA: BRICS
Nossa aula foi:
8ºA,
EIXO TEMÁTICO
Conexões e escalas
HABILIDADES
(EF08GE09-A) Analisar a
posição dos EUA e dos BRICS - Brasil, Rússia, China e África do Sul, no cenário
socioeconômico mundial, compreendendo os padrões econômicos mundiais de
produção, distribuição e intercâmbio dos produtos agrícolas e industrializados.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Corporações e organismos
internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial:
CONTEÚDO
Posição dos EUA e dos
BRICS no cenário socioeconômico mundial
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é analisar o cenário socioeconômico mundial por
meio da instalação do acordo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –
BRICS.
Para tanto, nos serviremos de aula expositiva com base em leitura e
interpretação de texto.
Incialmente, abordaremos a questão da criação do BRICS denominado por Jim
O’Neil. Nessa aula anotaremos tópicos sobre o assunto na lousa para que os alunos registrem no caderno e que guiem a fala explicativa do professor.
Na primeira retomada da aula, realizaremos leitura do texto "Participação dos BRICS no cenário internacional" para verificar a movimentação da Argentina em busca do ingresso no BRICS.
Na segunda retomada da aula, realizaremos atividades de fixação do conteúdo acerca da criação do BRICS.
Na terceira retomada da aula, realizaremos atividade discursiva acerca da evolução do PIB dos países integrantes do BRICS pontualmente em 2005, 2010, 2020 e 2022.
Na quarta retomada da aula, trabalharemos a inclusão da África do Sul no BRICS a
partir de 2011. Na oportunidade realizaremos atividades de fixação do conteúdo.
Na quinta retomada da aula trabalharemos questões de fixação do conteúdo sobre o texto "Participação dos BRICS no cenário internacional" acerca da movimentação da Argentina para ingresso no BRICS.
MATERIAL:
Material Seduc 2º Corte, Aula 7.
1. Mecanismo formado
por países chamados “emergentes”, o BRICS possui um grande peso econômico e
político e pode desafiar as grandes potências mundiais. O BRICS é um
agrupamento econômico atualmente composto por cinco países: Brasil, Rússia,
Índia, China e África do Sul. Não se trata de um bloco econômico ou uma
instituição internacional, mas de um mecanismo internacional na forma de um
agrupamento informal, ou seja, não registrado burocraticamente com estatuto e
carta de princípios. Em 2001, o economista Jim O´Neil formulou a expressão
BRICs (com “s” minúsculo no final para designar o plural de BRIC), utilizando
as iniciais dos quatro países considerados emergentes, que possuíam potencial
econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no
máximo, cinquenta anos. O que era, no início, apenas uma classificação
utilizada por economistas e cientistas políticos para designar um grupo de
países com características econômicas em comum, passou, a partir de 2006, a ser
um mecanismo internacional. Isso porque Brasil, Rússia, Índia e China decidiram
dar um caráter diplomático a essa expressão na 61ª Assembleia Geral das Nações
Unidas, o que propiciou a realização de ações econômicas coletivas por parte
desses países, bem como uma maior comunicação entre eles.
2. A partir do ano de
2011, a África do Sul também foi oficialmente incorporada ao BRIC, que passou
então a se chamar BRICS, com o “S” maiúsculo no final para designar o ingresso
do novo membro (o “S” vem do nome do país em Inglês: South África). Atualmente,
os BRICS são detentores de mais de 21% do PIB mundial, formando o grupo de
países que mais crescem no planeta. Além disso, representam 42% da população
mundial, 45% da força de trabalho e o maior poder de consumo do mundo.
Destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições
favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
MATERIAL
Livro de
Geografia Projeto Araribá, 8º ano, pág. 196-197.
Participação
dos BRICS no cenário internacional
1. Nos
últimos anos, a China vem despontando como uma das principais potências econômicas
do mundo. Com o acelerado processo de industrialização e crescimento verificado
a partir da década de 1970, o país vem ampliando sua influência geoeconômica e
geopolítica não só no continente asiático, mas também na África e na América
Latina.
2. Como
integrante do bloco dos BRICS, a China e as outras potências emergentes desse
bloco, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul, vêm desempenhando um papel
fundamental no equilíbrio das relações internacionais, anteriormente lideradas
por algumas potências, como os Estados Unidos, os países da União Europeia e o
Japão. Mais recentemente, estão sendo avaliadas possibilidades de ampliação do
grupo, o que é defendido principalmente pela China. Um dos candidatos a aderir
aos BRICS é a Argentina. Sobre isso, leia o texto a seguir.
3. Na
semana passada, o presidente argentino Alberto Fernández iniciou giro
internacional com destino a Rússia, China e Barbados. Na Rússia, Fernández
solicitou e recebeu de Vladimir Putin apoio para o ingresso da Argentina nos
BRICS [...].
4. Dias
depois, na China, o mesmo pedido foi feito ao presidente Xi Jinping, que também
sinalizou posição favorável à entrada argentina.
[...]
5. A
entrada da Argentina no agrupamento começou a ser mais seriamente aventada no
ano passado [2021]. Diante de protestos do governo argentino sobre o fato de o
Uruguai (que forma parte do Mercosul) e a China estarem negociando um acordo de
livre-comércio, a China convidou o governo argentino a avaliar uma possível
entrada nos BRICS.
6. O
convite deve ser compreendido dentro da trajetória de aproximação entre China e
Argentina nos últimos anos. A China tem se constituído como uma importante
parceira econômica para a Argentina, dados do China Global Investment Tracker
informam que a China investiu cerca de US$ 10,15 bilhões no país nos últimos 11
anos. [...] Em termos comerciais, a China tornou-se a maior parceira comercial
da Argentina em 2021, suplantando o Brasil.
7. Do
lado da Argentina, o ingresso nos BRICS é adequado à política externa que
Fernández vem implementando, voltada para a diversificação das relações
externas do país. Tenta--se tornar a Argentina menos dependente de parcerias
tradicionais como os EUA e o FMI, buscando alternativas políticas e econômicas
em outras grandes forças mundiais, como a China e a Rússia, e fortalecer o
protagonismo regional e internacional do país. É nessa cena que se inseriu a
viagem de Fernández para Rússia, China e Barbados [...].
SOUSA, Ana Tereza Lopes Marra de. Argentina nos BRICS? Brasil de Fato, 11 fev. 2022. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/02/11/argentina-nos-brics. Acesso em: 25 mar. 2022.
PIB 2022
Brasil: 1,92 Trilhão de Dólares
Rússia: 2,24 Trilhões de Dólares
Índia: 3,4 Trilhões de Dólares
China: 17,96 Trilhões de Dólares
África do Sul: 405,3 Bilhões de Dólares
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno de
pontos relevantes que levam a compreender o acordo BRICS.
Resolução de atividades
objetivas com devolutiva imediata.
Questão discursiva: Reescreva as informações do Gráfico sobre o PIB dos países do BRICS de 2005, 2010, 2020 e 2022.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Análise de questões
relativas ao o acordo BRICS.
Resolução de atividades objetivas com devolutiva
imediata.
CLIQUE AQUI para acessar à Atividade dessa aula
sobre a criação do BRICS.
CLIQUE AQUI para acessar à Atividade dessa aula sobre a inclusão da África do Sul no BRICS.
CLIQUE AQUI para acessar à Atividade dessa aula sobre a inclusão da Argentina no BRICS.
DEVOLUTIVA DA QUESTÃO DISCURSIVA
O Brasil, em 2005, apresentava um PIB no valor de 900 bilhões de dólares. Em 2010, o PIB do Brasil passou para 2,2 trilhões de dólares. Em 2020, o PIB do Brasil sofreu uma queda para 1,4 trilhões de dólares. Esse valor subiu, em 2022, para 1,9 trilhões de dólares. Diferente ocorreu com a China. A China, por sua vez, registrou um crescimento constante no seu PIB no período de 2005 até 2022. Em 2005, a China registrava um PIB de 2,3 trilhões de dólares. Esse valor cresceu três vezes em 2010 quando se registrou, 6,1 trilhões de dólares. O crescimento continuou exponencial para 14,7 trilhões de dólares. Em 2022, o PIB da China foi de 17,9 trilhões de dólares. A África do Sul não apresentou grandes variações no valor de seu PIB nos anos de 2005 a 2022. Em 2005, a África do Sul apresentava um PIB de 300 bilhões de dólares, em 2010 era de 400 bilhões de dólares. Em 2020 retornou ao patamar de 300 bilhões de dólares e teve um crescimento para 500 bilhões em 2022. A Índia registrou um crescimento constantes, mas bem menor que a China no período de 2005 a 2022. A Índia teve um PIB de 800 bilhões de dólares em 2005, que passou para 1,7 trilhões de dólares em 2010, aumentou para 2,7 trilhões de dólares em 2020 e registrou, 3,4 trilhões de dólares em 2022. A Rússia teve um PIB de 800 bilhões de dólares em 2005, nos anos de 2010 e 2020 se estabilizou em 1,5 trilhões de dólares, que foram aumentados para 2,2 trilhões de dórares em 2022.

